A ilusão do atalho perfeito
Eu gostaria de compartilhar algumas percepções que surgiram ao longo dos últimos três anos, principalmente no último ano. Seja durante uma aula na graduação ou na pós-graduação, em uma live, evento, workshop, em um grupo no WhatsApp ou em uma roda de amigos e familiares, quase sempre surge um bate-papo relacionado a alguma ferramenta atrelada à inteligência artificial, a famosa IA.
Não cabe neste texto comentar que essa simplificação é um pouco incoerente (uma vez que a dita “IA” é um campo vasto); falaremos disso em momento oportuno. Por ora, vamos focar em outro ponto: para quem é da área de tecnologia, é quase inevitável compartilhar a visão de quão incrível é observar de perto a evolução da própria inovação humana (em termos comportamentais, de impacto e de visibilidade) nas mais diferentes dimensões da sociedade.
Foi assim com as primeiras observações da natureza que levaram ao controle do fogo, à construção de ferramentas rudimentares, ao arco e à flecha, à imprensa, aos automóveis, à internet, ao smartphone, apenas para citar algumas. Com a IA, não foi diferente. Muitas pessoas estão interessadas em saber o que ela é, o que não é, o que pode fazer, quais são seus impactos, se realmente “existe” ou se é só papo fictício. Uns, mais céticos; outros, mais “imaginativos”. O ponto é que a IA tornou-se uma realidade de alcance massiva e, assim como a internet e o advento do smartphone, está no centro das atenções. E, por isso mesmo, toda essa expressão imaginativa das pessoas pode ser vista, sobretudo, como subproduto de uma lógica de consumo; isto é, à medida que a utilizam, vão forjando uma espécie de mitologia tecnológica, concebendo mitos a partir do imaginário coletivo. É a ilusão do atalho perfeito.
Terceirizamos a humanidade?
Fazendo um balanço desses bate-papos com pessoas de áreas totalmente distintas, para entender a pluralidade de seus significados, surgiu algo intrigante: “O futuro é cada vez mais curto”. Hoje, talvez ainda mais. O que me fez pensar foi uma pergunta-chave que recebi: “Por que aprender algo se a dita IA já o faz (ou fará) melhor do que eu?”. É uma pergunta interessante, deveras interessante, mas com um subtexto perturbador, num horizonte que, possivelmente, tem a capacidade de redefinir o que nos torna humanos.
Por exemplo, é comum receber em aula: “Professor, por que aprender a programar se a IA já o faz?”; “Por que me preocupar em saber estatística, lógica ou matemática para trabalhar com dados se a IA já faz melhor do que eu?”; “A engenharia de software se tornou ultrapassada, pois a IA já refina o projeto, testa e entrega funcionando”. Não precisamos ir longe nem recorrer ao ponto de vista técnico; basta seguir a linha de raciocínio teórico: as tecnologias da informação, é certo, contribuem para formar e moldar o comportamento humano, enquanto vínculo. Logo, poderíamos citar outros questionamentos que vão muito além dos cursos de computação.
Sei que referir-me a essas ideias pode, à primeira vista, parecer um discurso pouco palpável. Mas permita-me acrescentar algumas peças a esse quebra-cabeça. Muitos colegas, discentes e pessoas em geral têm perguntado: “Por que escrever, se a IA já faz e, daqui a pouco, fará livros inteiros?”; “Por que começar a desenhar, pintar ou ilustrar se já existem ferramentas realizando esse processo?”; “Por que aprender a tocar um instrumento se a IA toca todos?”; “Por que aprender um novo idioma se, com poucos cliques, traduzo qualquer coisa com contexto?”; “Por que contratar um advogado ou um contador se eu ‘gero’ o que preciso com IA?”; “Por que estudar, se com um toque na tela a IA realiza as atividades por mim?”; “Por que procurar um médico ou terapeuta se a IA me fornece o que eu preciso?”. E, mais recentemente: “Tio, a IA é um Deus?”.
Perceba o quanto esses questionamentos são profundos (alguns ingênuos, outros nem tanto). É como se estivéssemos pedindo autorização para sermos humanos. Superstições populares? A meu ver, ainda é cedo para cravar diagnósticos sobre um fenômeno que provavelmente passará por intensas transformações. Seguimos em transição. Talvez valha ir além e perguntar: esses questionamentos são reflexos do impacto de uma inovação que se disseminou massivamente na sociedade? Já nos vemos discutindo a suposta obrigatoriedade de recorrer à IA para tarefas que deveriam ser simples, como escrever um e-mail ou uma mensagem no WhatsApp, muitas vezes sob a promessa de produtividade a qualquer custo. Contudo, o ponto central talvez seja outro: quando a dúvida recai sobre atividades que amamos, estamos adentrando em uma área prejudicial. O diletantismo perde espaço. Fazer por fazer é diferente de fazer por querer. Fazer para despertar a imaginação; prestar atenção ao que nos chama; explorar o desconhecido; cultivar um hobby; buscar um sentido. Quem sabe seja isso que nos torna únicos. Se a IA já faz tudo, o que sobra para nós, seres humanos?
Mas será que a IA vai nos substituir? Que fique claro que responder a isso é complexo e, por vezes, arriscado (será a palavra certa?), sobretudo quando caímos em extremos: ora a leitura ingênua (“nada ocorrerá”), ora a apocalíptica (“será o fim de tudo”). Não vou responder a essa pergunta (não neste texto; não é o propósito). O que posso afirmar é outra coisa: estamos sendo substituídos por nós mesmos.
Como assim? Sabe aquele e-mail urgente que você precisa enviar e, com pressa, digita tudo errado e pede que a IA corrija? Ou, pior, simplesmente pede que ela “faça algo”, qualquer coisa. Sabe aquele relatório que você precisa entregar ao financeiro? Como o prazo está se esgotando, você solicita rapidinho que a IA produza uma versão (“será só desta vez”). Sabe aquela atividade da faculdade cujo prazo final é hoje, daqui a poucas horas? Você recorre à IA para redigir, entregar no tempo recorde e colher um dez (parabéns). E aquele código para implementar determinada funcionalidade? Você o gera em segundos com a IA e, sem compreender o seu significado, aceita o resultado de forma passiva. E, não raro, cai na falácia de que “assim terei mais tempo” para outras atividades.
Entre o útil e o vazio.
Para muitas pessoas, esses exemplos são muito superficiais, “não têm impacto”, e a IA é “só” uma ferramenta para nos auxiliar, dar mais tempo e otimizar a produtividade. Correto! É, de fato, uma ferramenta, uma tecnologia. Seu propósito, entendido em seu sentido mais amplo (como qualquer tecnologia), é servir às nossas necessidades, com objetivos específicos, inclusive (e não menos importante) melhorar nossa qualidade de vida. O momento atual não foge à regra. Contudo, equiparável apenas à massificação da internet, raramente se viu tamanho descontrole no uso de uma única “ferramenta”. Vai-se criando uma espécie de ortodoxia silenciosa, ou apenas uma desculpa para usá-la de qualquer forma, já que produz resultados e, aparentemente, não traz consequências.
O entusiasmo que sentimos pela novidade é, na verdade, um produto do mercado? Essa reflexão nos remete aos exemplos anteriores. O que seria apenas um relatório, uma mensagem no whatsapp, uma atividade da faculdade ou a geração de um código passa a ser rotina, passa a ser normal. De recurso para nos auxiliar, essa tecnologia, simplesmente, nos condicionado a solicitar. Se antes eram necessários raciocínio e pensamento crítico para exercer nossas funções, agora estamos terceirizando a capacidade imaginativa, analítica e crítica. Assim, a recepção (se não a própria concepção) dessa tecnologia tem sido promovida por um discurso segundo o qual, no fundo, estamos apenas pedindo que essa “entidade” faça tudo. E, quem sabe, até viva por nós?
Você pode estar pensando que sou contra o uso dessa ferramenta. Muito pelo contrário: usar ferramentas oriundas do vasto campo da IA não é errado. Sou da área e conheço sua importância, seu impacto e seu potencial. Admiro o quanto o ser humano é capaz de analisar o meio e se adaptar. Foi assim ao longo de toda a nossa história e continua sendo agora. E por que não usufruir dos subprodutos da nossa própria evolução como espécie? De Sócrates a Galileu, de Leonardo da Vinci a Newton (cito apenas alguns, pois a lista não caberia nestas páginas), cada um colocou uma peça no quebra-cabeça, e hoje vivemos um momento singular na ciência. É realmente incrível, assim como a própria internet. Porém, será que não estamos criando uma narrativa de cunho sombrio? De que adianta gerar um relatório se o entrego sem ao menos validar os dados? De que adianta entregar uma atividade acadêmica sem compreender que o objetivo é aprender a questionar, pesquisar e formular perguntas que, muito provavelmente, serão o início de uma nova jornada de investigação, instaurando um ciclo iterativo? Entregamos atividades apenas para “concluir uma tarefa”, com a desculpa de “será só esta”, “para mim não é importante, depois eu estudo” ou “terei mais tempo para me dedicar a algo mais importante”. Repito: estamos aceitando passivamente, e de bom grado, um conteúdo que, na ausência de propósito claro e, até que se prove o contrário, permanece vazio.
Partamos de um princípio simples: qualquer pessoa pode gerar uma atividade acadêmica com uma ferramenta generativa, entregar e, sem dúvida, “ganhar” o dia livre. Doce ilusão. E seguimos. No trabalho, ocorre o mesmo: podemos gerar conteúdo para, teoricamente, nos livrarmos rapidamente de uma tarefa; porém, o mercado se adapta e, com essas tecnologias, passa a ser seu dever (ou melhor, sua obrigação) executar tudo com rapidez para fazer ainda mais tarefas. É a tal produtividade. Procure entender esta linha de raciocínio. É como acreditar que está se dando bem ao trapacear um jogo em que a banca já espera que você faça isso ou, pior, que você precise fazê-lo para poder jogar. A trapaça vira realidade, torna-se jogada oficial. Uma espécie de paradoxo da subjetividade contemporânea.
Não foquemos nisso; concentremo-nos em algo mais filosófico. Aceitemos o fato de que o sujeito, seja quem for, terá, de fato, esse tempo livre. E o que fará com ele? Não é de hoje que o uso desenfreado e irresponsável das tecnologias vem aumentando. Não se trata apenas das ferramentas de IA, pois há também o uso massivo de redes sociais, os jogos (sou fã da área, mas o uso irracional é perigoso, sem falar no risco dos jogos de azar), o consumo de mídias rápidas etc. Tudo está rápido e superficial. Mais no digital, menos no físico. Nossa saúde mental, que para muitos profissionais já demandava atenção antes da massificação da IA, pode estar entrando em uma esfera ainda mais preocupante. São questões para debate que a sociedade precisa enfrentar. Mais tempo? Sem problema. Mas o que faremos com ele? Cria-se uma ilusão. Sem direcionamento, esse tempo se torna ocioso, vazio e perigoso. E o problema dessa ilusão, em particular, é que ela oferece a maneira perfeita de arruinar a própria vida.
Sem me estender, outro exemplo: de que adianta ter um pedaço de papel se, no fundo, a pessoa se limitará a ostentar uma falsa autoridade na área? Em cursos que realizei como discente no último ano, presenciei colegas, em grupos de WhatsApp, comemorando o uso de IA para responder provas, trabalhos e textos de fórum. Frases como: “Obrigado, ChatGPT, pelo 10”; “Verdade, não estudei nada para a prova e tirei 10; depois eu reviso” (será mesmo?); “A matéria era chata, pedi à IA para resumir os textos e responder ao fórum”; “Não tenho tempo de estudar, trabalho o dia todo; com a IA consigo terminar a pós…”. Observe o perigo.
Não é de hoje que, em conversas com professores, surge a percepção de que textos em fóruns estão cada vez mais superficiais; questões dissertativas em provas on-line, padronizadas; a participação síncrona, em queda; e muitos discentes de cursos superiores não dominam o básico de sua área. Por que cursar algo se não se pretende trilhar o caminho do aprendizado? Então, o propósito é só o papel? E lá constará “especialista”, se for, por exemplo, uma pós-graduação. Especialista em quê? Em ter mais tempo?
Humano em modo automático
Diante desse cenário, o que fazer? Não é um processo trivial, muito pelo contrário. A meu ver, o que ocorre é que, diante de tamanha transformação digital, com inúmeras disrupções em tão pouco tempo, não estamos tendo tempo adequado (ou, às vezes, interesse) para compreender os impactos dessas tecnologias em dimensões que vão além do seu propósito imediato. Falo de impactos no cotidiano: em casa, no lazer, na execução de tarefas domésticas, no trabalho, nas férias, no trânsito, nos pequenos e grandes momentos da vida. É como um efeito dominó em que cada peça empurra a outra num movimento em cascata e, sem nos darmos conta, passamos a enfrentar diversos problemas ao mesmo tempo. O que era simples passa a ser complexo. E, infelizmente, já estamos diante de um monstro que cresceu e está faminto.
Em segundo lugar, pensei, durante muito tempo, em impor condições de uso responsável para a IA. O problema é que, dado o fácil acesso (incluindo tutoriais irresponsáveis que disseminam práticas ruins nas redes sociais), impor boas práticas de uso hoje é praticamente impossível, ao menos sob as políticas atuais das empresas, que buscam aperfeiçoar suas ferramentas pela massificação. Sim, essas ferramentas estão em construção, e nós as estamos ajudando a construí-las, e de todas as formas (apenas consuma, esse é o lema). Soma-se a isso duas falácias recorrentes: (1) a do “tempo livre”, que nos leva de volta à discussão sobre o que faremos com ele, se de fato o tivermos; (2) a da “produtividade”, pois já se espera o seu uso e, assim, o jogo acelerou: você terá de fazer mais rápido, terá de apresentar mais resultados, terá de produzir mais impacto. É seu dever. Prepare-se para a corrida maluca.
Quer um exemplo? Em conversas com pessoas de diferentes áreas, ouvi: “Estão achando que, com a IA, será possível construir um software do dia para a noite. Metade da equipe foi dispensada sob o pretexto de que, agora, uma pessoa fará o trabalho de várias: eu codifico, eu testo, eu implanto”; “Antes eu tinha um tempo razoável para planejar as postagens de conteúdo para o site, as redes sociais e o blog, cada qual com sua linguagem. Agora preciso fazer tudo em tempo recorde (basta pedir à IA), porque tenho de publicar mais em menos tempo, e isso está me sobrecarregando, sem falar na qualidade ruim”; “Eu preciso usar, todos estão usando. Quase não leio mais e-mails ou relatórios; apenas resumos e, quando respondo, também peço para gerar com base em diretrizes. Sei que também não vão ler, pois vão pedir para resumir e responder do mesmo modo. É um jogo”. São apenas alguns exemplos. Poderiam preencher este texto, mas ficaria monótono. No fim, essa é a realidade atual.
Diante disso, para este segundo ponto, proponho incluir o debate. Sim, o primeiro passo é a consciência – entender, de fato, o que está acontecendo – e, em seguida, o debate. É discutir o uso da IA em todas as esferas (escola, trabalho, casa, faculdade, comunidade, sociedade) e em todas as idades. Não se trata de proibir, longe disso. São ferramentas incríveis, ferramentas magníficas, e vão evoluir, não há dúvida. O problema é que estamos navegando de forma equivocada, trilhando caminhos tortuosos e, sem o devido cuidado, corremos o risco de perder ainda mais o controle da situação, talvez até de modo irreversível. Estamos gerando conteúdo com facilidade, por qualquer motivo, a qualquer momento, e o entregamos como se fosse nossa assinatura, como se fôssemos os criadores. E, infelizmente, sem feedback nem consequências, somos estimulados a repetir o ato, entrando em ciclo vicioso. Também estamos recebendo esse conteúdo o tempo todo, sem o cuidado de verificar as fontes. Pesquisa, referências e validação? Esqueça! Essa tríade está desaparecendo mais rápido do que prevíamos.
Em terceiro lugar e, reafirmando, longe de proibir o uso, devemos enxergar pela ótica do aprendizado como processo. Precisamos urggentemente de uma espécie de letramento em IA. Talvez, nesta realidade hiperconectada, ultrarrápida, generativa, sem fronteiras e massiva, muitos estejam perdendo a noção de que, no processo de aprender, os atalhos são perigosos. Colocar “aprender” e “atalho” na mesma frase já indica uma tensão. Metodologias, métodos, estratagemas e quaisquer artifícios são apenas meios de apoio à jornada (chame de atalho, se quiser). Não há como eliminar o trabalho duro. Aprender demanda esforço, foco, constância e, sobretudo, paciência. O grande erro de muitos é mirar apenas o resultado e esquecer que, no aprendizado, raramente damos grandes saltos. São pequenas melhorias que, somadas diariamente, vão nos transformando.
É viver a jornada. É progresso, não perfeição a qualquer custo. E isso está longe da superficialidade que vem dominando a cibercultura. Inclusive, o ganho de velocidade tem reduzido o rigor do aprendizado. O uso desenfreado da IA, sem boas práticas, vem levando à terceirização de etapas formativas. Rascunhos, iterações e erros como parte do processo? Esqueça: já “não podemos” errar. Prazer em fazer? O valor de escrever, programar, desenhar, pintar, de simplesmente fazer por si mesmo, está se perdendo. Multiplicam-se respostas instantâneas que condicionam um comportamento vendido como o novo normal.
O letramento em IA começa com algo simples: direito ao tempo. Sim, direto ao ponto: direito ao tempo. Compreender a importância de reservar espaços para contemplação, esforço e silêncio no cotidiano. Acalmar a mente; desacelerar. Como fazer isso se todos estão acelerados e esse comportamento é o que se espera? Volte aos tópicos 1 e 2. Precisamos urgentemente de competências mínimas para usar a IA com senso crítico, como transformar a verificação de fontes em hábito diário.
Não quero me estender, pois acho que já o fiz. Ainda dedicarei um texto específico para tratar das competências na era da IA (letramento em IA). Mas perceba que, diante dessa nova era, cabe a nós criar uma realidade em que um simples texto gerado via IA (entregue por n motivos) seja recepcionado como tal. Que o indivíduo entenda que esse ato terá consequências. Sem dúvidas, estamos inaugurando uma era em que acessamos ferramentas que antes habitavam apenas as mentes mais criativas da ficção científica. A meu ver, a despeito dos argumentos de que “precisamos de novos métodos para analisar esses conteúdos” ou “devemos criar condições para conviver com isso”, é preciso lembrar que o ser humano é o exemplo perfeito de adaptação. Sociedade, mercado e pessoas vão se ajustar a essa realidade.
Querendo ou não, já estamos criando condições para que essas ferramentas, agora alçadas ao topo da cadeia evolutiva tecnológica, se tornem tão comuns que um conteúdo sem propósito seja apenas mais um. Se todos podem, em segundos, gerar uma resposta para a mesma pergunta, destacar-se será fácil: basta ser humano. Basta pensar e questionar como humano.


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