A história por trás do projeto

“Totó, acho que não estamos mais no Kansas!”

É com essa célebre frase do atemporal O Mágico de Oz, de Frank Baum, que dou início a esta declaração de intenção. Deixe-me explicar. A frase que abre este texto sempre me vem à mente quando, por um único instante, paro para refletir sobre o mundo atual. Vivemos uma era de transformações constantes, rápidas e intensas. Se antes tínhamos tempo adequado para nos adaptarmos às inovações concebidas pelas mentes mais criativas da humanidade, incorporando-as aos poucos ao cotidiano, hoje já não é assim; o trem está acelerado, muitos dizem que até desgovernado. A questão é que as mudanças recentes nos obrigam a mudar depressa, de um modo que faz muitos se sentirem perdidos em um mundo que não espera por ninguém, que não nos aguarda com paciência e que, muitas vezes, não oferece suporte. Estamos cada vez mais próximos, e, ao mesmo tempo, mais distantes; cada vez mais conectados, e, paradoxalmente, mais isolados; cada vez mais próximos à máquina, e menos humanos.

Com essa inquietação, pego-me pensando que, de fato, já não estamos no Kansas. Mas onde estamos? Para onde o coelho branco nos levou? Para onde estamos indo diante de tantas transformações? Para onde você está indo? Quero trazer reflexões, textos e alusões a temas que considero pertinentes à discussão, ora mais aprofundadas, ora mais filosóficas, unindo nossa capacidade criativa, a mente, a um mundo hiperconectado, cada vez mais automatizado, menos humano e mais Máquina. Que possamos, por um momento, pensar nas múltiplas direções que podemos seguir, nunca negando a tecnologia, mas direcionando-a às nossas intenções. Por um minuto, espero que você encontre um pouco de iluminação neste projeto e não se sinta tão perdido quanto Alice.

Como lembra Lewis Carroll, em Alice no País das Maravilhas, “se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve”. Se a direção é difusa, a pressa vira ruído; é por isso que este projeto existe, para escolher o caminho com consciência, para pensar antes de seguir. Aqui, não haverá títulos chamativos, nem estruturas apelativas; tampouco conteúdos produzidos por máquinas. Este é um projeto de humano para humano.